[Resenha]: Cartas a um Jovem Terapeuta - Contardo Calligaris

29 de novembro de 2014


Título: Cartas a um Jovem Terapeuta 
Subtítulo: Reflexões para Psicoterapeutas, aspirante e curiosos
Autor: Contardo Calligaris 
Editora: Elsevier 
Páginas: 352 
Ano: 2007 
Assunto: Psicologia

Sinopse 

 O livro apresenta uma série de cartas escritas pelo psicanalista Contardo Calligaris a um jovem que esteja iniciando, considerando iniciar, profissionais já atuantes ou interessados pela área da psicoterapia. Por meio de perguntas e respostas, Calligaris compartilha seu conhecimento, discute e destrincha a profissão de terapeuta, dando as informações necessárias a todos os interessados nessa área. O livro é estruturado em cartas e bilhetes escritos a dois terapeutas, uma jovem e um jovem. Nessa correspondência reveladora e instigante, Contardo levanta, em tom bem-humorado e afetuoso, questões como as características necessárias para ser um bom psicoterapeuta, discute situações em que paciente se apaixona pelo terapeuta, traça reflexões sobre o começo da carreira, diferenças entre psicoterapia e psicanálise, a problemática de se conseguir mais pacientes, dentre várias outras questões.






 Podemos ver que esse livro é uma serie de cartas escritas para Contardo Calligaris, baseado em sua experiência de vida e sua experiência como terapeuta. Formado inicialmente em filosofia e epistemologia em Genebra e logo depois fez doutorado em psicopatologia clínica.
 Dentre as questões apresentadas como curiosidade por várias pessoas tem se a vocação profissional, o primeiro paciente, amores terapêuticos, formação, como é visto a demanda de curar ou não curar, sobre os conflitos que vamos enfrenta em um consultório terapêutico entre outras coisas que são do interesse dos jovens ou futuros terapeutas. 
  Calligaris utiliza uma linguagem de fácil entendimento até para aqueles que não estão habituados podem entender, mas não consegue escapar de alguns temos técnicos. Sendo escrito para aqueles que pretendem iniciar ou estudantes recém - formado que iniciaram a carreira de terapeuta. É explanado com grande preocupação que temos que ter sobre a idoneidade, pois vamos exercer tal função por muito tempo e sem falar sobre os investimentos tanto intelectuais como financeiros. É possível destaca alguns traços de caráter que dificilmente podem ser trabalhados, se não apresentarem antes da formação. Por exemplo, ter uma gratulação por meio das pessoas, pois quando o problema passa, é o terapeuta nem é lembrado ou até mesmo agradecido.
 Buscando desmitificar o estereotípico sobre os terapeutas, principalmente no contexto que os terapeutas têm o poder de resolver todos os problemas em curto prazo e não entendem que o terapeuta é apenas um agente que auxilia nesse processo. E como é importante o terapeuta reconhecer seus limites, e até mesmo trabalhar esses limites por isso é interessante passar por terapia e quando necessário possa ter alguém que recorra quando necessita, pois não devemos buscar ser um modelo de normalidade, mas esse posicionamento pode prejudicar bem como ter ideias prontas e não está aberto para opiniões e praticas morais diferentes de seus pacientes assim impossibilitando que o terapeuta exerça uma escuta livre. 
 Entre os temas mais polêmicos do livro é o conceito de cura definido como o restabelecimento a normalidade funcional, ou seja, levando o cliente de volta a seu estado anterior á doença e já a psicanálise tem a noção de que essa “cura” seria a diminuição do sofrimento psico em si não falando em cura propriamente dita. Outro tema polêmico que o autor trás é o conflito que algumas áreas da psicologia como psicofarmacologia, psicanálise e neurociência que em sua opinião criado por interesse particular.
 Uma pergunta que sempre nos perguntamos ou já nos perguntamos é que se vale a pena e se a psicologia ou psicoterapia dá retorno e isso é bem subjetivo, pois o que vale a pena para uma pessoa pode não fazer o mesmo efeito para outro. Seja qual for a área que queremos seguir temos que correr atrás, divulgar o trabalho, se capacitar tanto teoricamente, mas também no autoconhecimento e um dia podemos dizer que valeu a pena.
 Quem correr atrás de um sonho vai ter pelo menos uma história de sucesso para contar e nem que seja uma história de superação.





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